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Estudo revela presença de “cocktails de pesticidas” em maçãs vendidas na UE

Estudo revela presença de "cocktails de pesticidas" em maçãs vendidas na UE iStock

Vários grupos ambientalistas alertaram para a presença de “cocktails de pesticidas” tóxicos em maçãs comercializadas em diversos países da Europa.

A Pan Europe (Pesticide Action Network Europe), uma coligação de organizações não-governamentais (ONGs) dedicadas à redução do uso de pesticidas, solicitou a realização de análises em cerca de 60 maçãs compradas em 13 países europeus, incluindo França, Espanha, Itália e Polónia, com o objetivo de detetar resíduos químicos presentes nas frutas.

 

Os resultados revelaram que 85% das amostras continham vários resíduos de pesticidas, com algumas maçãs apresentando traços de até sete substâncias químicas diferentes.

A análise também revelou que, em 71% das amostras, foram encontrados pesticidas classificados entre os mais perigosos da União Europeia (UE), estando estes entre os produtos que estão a ser progressivamente eliminados pela Europa devido aos seus potenciais riscos para a saúde humana e para o ambiente.

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Além disso, a investigação identificou que 64% das amostras continham pelo menos uma substância do grupo dos PFAS (substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas), conhecidas como “químicos eternos”, que são persistentes no ambiente e podem ser encontradas em diversos produtos do dia a dia.

A Pan Europe alertou ainda para o fenómeno do “efeito cocktail”, quando os consumidores ficam expostos simultaneamente a vários pesticidas num único produto, o que pode aumentar os riscos para a saúde. A organização aconselhou os consumidores a optarem por maçãs orgânicas ou, no caso de maçãs cultivadas convencionalmente, a descascá-las antes de as consumirem.

 

De acordo com a análise, a situação é ainda mais grave quando se considera que, se as mesmas maçãs fossem vendidas como alimento infantil processado, 93% das amostras seriam proibidas, pois os resíduos de pesticidas excedem os limites mais rigorosos estabelecidos para crianças menores de três anos.

Neste sentido, a Pan Europe apelou a uma revisão urgente das políticas de pesticidas na Europa e um maior esforço para garantir a segurança alimentar para os consumidores.