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Maçã de Alcobaça inspira ‘nova fruticultura’

Maçã de Alcobaça inspira ‘nova fruticultura’

No regresso a Lisboa, as Conferências da VIDA RURAL tiveram sala cheia esta quarta-feira (24 de outubro) no Hotel Sana Malhoa para debater a nova fruticultura, com vários oradores a destacarem o bom modelo de organização e promoção da Maçã de Alcobaça como exemplo a seguir. Mesmo assim, Jorge Soares, administrador da Campotec, organização de produtores que também faz parte da Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça, considerou que “ainda está quase tudo por fazer”.

A inovação foi mote durante todas as apresentações e intervenções: inovação na promoção: que Domingos Santos, da FNOP, afirmou ser “fundamental centrar no produto”; na embalagem e imagem, como destacou Isabel Martins, diretora da VIDA RURAL; e no campo, como exemplificou António Corrêa Nunes, da Driscoll’s ao salientar “o que nos diferencia: um programa de Investigação & Desenvolvimento que aposta em variedades exclusivas, com muita produtividade, frescura, sabor e aparência”, para além de uma parceria integrada com os produtores.

Depois de Rui Maia de Sousa apresentar os principais projetos de investigação que está a desenvolver a Estação Nacional de Fruticultura Vieira Natividade, em Alcobaça, com destaque para o estudo de clones e porta-enxertos menos sensíveis ou resistentes ao Fogo Bacteriano, Jorge Soares apresentou o ‘segredo’ do sucesso da Campotec – a Paixão. “É preciso ter Paixão pelo que se faz e ‘contaminar’ os outros com esta paixão, tanto colaboradores como produtores”.

Falou-se também dos frutos da ‘moda’: a amêndoa e o abacate. Miguel de Matos Chaves explicou o projeto Migdalo e defendeu que “a amêndoa é uma boa alternativa ao que existe no Alentejo, na zona de Alqueva e somos bastante competitivos a nível mundial”. Já Pedro Mogo, que produz abacate no Algarve desde 2009, alertou para os condicionalismos desta cultura, principalmente em termos de “clima – é muito sensível ao frio e ao vento; solo – o ph ideal é de 6/7; e água, que tem de ser em quantidade e qualidade (com pouco sódio e cloreto)”.

Já João Castro Pinto foi apresentar as últimas novidades da ADP em termos de adubos para esta área da fruticultura, referindo que “a face mais visível da nossa inovação são os nossos produtos” e anunciou: “nos últimos dez anos lançámos 22 novos produtos”.