As empresas do setor florestal vão ter acesso a uma linha de crédito destinada a responder aos impactos da tempestade Kristin, anunciou o Governo. A medida foi articulada pelo Ministério da Economia e da Coesão Territorial e pelo Ministério da Agricultura e Mar, em conjunto com o Banco Português de Fomento.
De acordo com o comunicado de imprensa, o instrumento financeiro visa reforçar a liquidez das empresas florestais, permitindo responder a necessidades imediatas de tesouraria e assegurar a continuidade dos trabalhos de aquisição e remoção de material lenhoso nas áreas afetadas pela tempestade.
A linha de crédito tem âmbito nacional, podendo ser utilizada por empresas do setor florestal independentemente da sua localização. O financiamento pode atingir até 2,5 milhões de euros por empresa, enquadrado no modelo de garantias públicas do Banco Português de Fomento.
Segundo o Governo, a medida pretende contribuir para uma resposta mais rápida às necessidades do tecido empresarial e apoiar a remoção de árvores caídas e a limpeza de terrenos em zonas impactadas pela tempestade Kristin.
“Com o aproximar da época de incêndios, há toda a urgência em remover as árvores caídas e limpar os terrenos e esta linha visa precisamente acelerar este processo de forma que estes territórios tão massacrados pelas tempestades não sejam ainda mais penalizados”, afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida.
O ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, enquadra a medida na resposta ao setor florestal. “Esta é mais uma iniciativa para reforçar o compromisso do Governo com a recuperação, a resiliência e a valorização do setor florestal, assegurando uma melhor capacidade de resposta na prevenção de incêndios e de riscos de saúde vegetal”, afirma.
A linha de crédito integra a resposta aos efeitos da tempestade Kristin e pretende apoiar a estabilidade económica das empresas florestais e a gestão do território nas zonas afetadas.

iStock
