A FENAREG – Federação Nacional de Regantes entregou esta segunda-feira, dia 15 de dezembro, ao Ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, uma lista com 40 projetos de regadio prontos a avançar de imediato para a fase de empreitada.
Segundo a nota de imprensa, os projetos, inseridos na ‘Estratégia Água que Une‘, já estão validados pela Autoridade Nacional do Regadio, são financiados pelo PDR2020 e representam um investimento superior a 900 milhões de euros.

Para José Núncio, Presidente da FENAREG, os projetos incidem sobre intervenções de reabilitação, modernização e segurança de barragens de infraestruturas hidroagrícolas, constituindo “um eixo estrutural para o futuro do regadio português e uma peça-chave para o arranque da Estratégia Água que Une”.
A FENAREG sublinhou também que estes investimentos vão reforçar a resiliência dos sistemas hidroagrícolas, aumentar a eficiência no uso da água, reduzir perdas, melhorar o desempenho hídrico e energético e garantir segurança hídrica às explorações agrícolas, salvaguardando a produção, o emprego e a competitividade.
Além disso, o presidente da Federação enfatizou ainda a “necessidade urgente” de mobilizar as verbas que permitirão iniciar as empreitadas: “os prazos de execução são exigentes e cada mês de atraso compromete metas estratégicas da agricultura e da gestão da água. A não concretização atempada destas obras coloca em risco a competitividade do setor e a transição para um regadio mais eficiente e resiliente.”
A entrega do documento ocorreu após a Assembleia Geral da Federação, realizada na Associação de Beneficiários do Regadio do Cávado, e foi acompanhada pelas conclusões da XVI Jornada | Encontro do Regadio 2025.
Na Assembleia Geral foi também aprovado o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, que estabelece como prioridade estratégica o investimento em regadio até 2030. O documento reforça a necessidade de concretizar a Estratégia Água que Une, sublinha o papel da agricultura na governança da água e identifica os principais desafios associados à revisão da PAC, ao novo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia e à transição do PDR2020 para o PEPAC.
“O setor não pode perder esta janela de oportunidade. Cada mês de atraso compromete metas estratégicas da agricultura e da gestão da água, colocando em risco a soberania alimentar de Portugal,” concluiu José Núncio.

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