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Agricultura

Estudo aponta glifosato como fator-chave na redução das emissões na agricultura

Estudo aponta glifosato como fator-chave na redução das emissões na agricultura iStock

A utilização do glifosato tem contribuído de forma significativa para a redução das emissões globais de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) associadas às atividades agrícolas, ao facilitar a adoção de práticas de agricultura de conservação, concluiu um novo estudo do economista agrícola Graham Brookes, da consultora PG Economics,

Segundo a análise, publicada recentemente na revista científica GM Crops & Food, a contribuição para a mitigação das alterações climáticas resulta sobretudo da adoção de práticas de conservação do solo, como a sementeira direta e a mobilização reduzida, que dispensam a lavoura tradicional e permitem reduzir o consumo de combustível e aumentar a retenção de carbono nos solos.

 

O relatório apontou que, à escala global, estas práticas de agricultura de conservação permitem uma redução líquida de cerca de 138,2 mil milhões de quilogramas de CO₂e. Acresce que, caso as áreas atualmente geridas com estes sistemas fossem lavradas de forma convencional, seriam emitidos mais 41,47 mil milhões de quilogramas de CO₂e.

No total, estas práticas traduzem-se numa poupança de 179,67 mil milhões de quilogramas de CO₂e quando comparadas com sistemas agrícolas tradicionais assentes na lavoura intensiva.

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O estudo sublinhou também o papel específico do glifosato na viabilização e manutenção destes sistemas de agricultura de conservação. De acordo com os dados apresentados, a sua utilização permite uma redução líquida anual de 41,93 mil milhões de quilogramas de CO₂e. Em comparação direta com a lavoura convencional, a agricultura de conservação viabilizada pelo glifosato traduz-se numa redução de 54,94 mil milhões de quilogramas de CO₂e.

Segundo o relatório, este impacto é equivalente à retirada de cerca de 21,8 milhões de automóveis das estradas em cada ano.

 

Assim, o estudo reforçou a relevância das práticas de agricultura de conservação e das tecnologias que lhes estão associadas na redução da pegada carbónica do setor agrícola, num contexto de crescente exigência por uma produção alimentar mais sustentável e mais resiliente às alterações climáticas.