Quantcast
Hortofrutícolas

Agroecologia reforça diversidade de polinizadores nos pomares no Oeste

Agroecologia reforça diversidade de polinizadores nos pomares de macieiras no Oeste Direitos Reservados

Mais de seis milhões de macieiras em floração na região Oeste, correspondendo a mais de cinco biliões de flores, estão a ser visitadas por abelhas e outros insetos polinizadores neste mês de abril, num contexto de floração abundante e condições climáticas favoráveis à sua atividade.

De acordo com o comunicado de imprensa da Associação dos Produtores de Maçã de Alcobaça, este ano, o processo de polinização é reforçado por um programa de agroecologia em curso há mais de oito anos, que tem vindo a estudar a diversidade de insetos polinizadores nos pomares.

 

Entre as conclusões, destaca-se o papel dos sirfídeos, considerados mais especializados na polinização de macieiras, mais ativos e com maior funcionalidade biológica. Para além da polinização, estas espécies apresentam atividade predatória de pragas noutras fases do seu ciclo de vida.

A evolução deste sistema resulta também do investimento recente por parte de produtores, técnicos e organizações ligadas aos Eco Pomares de Maçã de Alcobaça IGP em infraestruturas ecológicas e na naturalização dos espaços envolventes. Estas intervenções incluem a introdução de flora adequada à alimentação e reprodução dos insetos, garantindo suporte às populações para além do período de floração das macieiras.

 

Segundo a comunicação, após a fase de polinização, a elevada população destes insetos deverá contribuir para o controlo de pragas, nomeadamente pulgões, que servem de alimento à fase larvar da geração seguinte.

banner APP

Nos pomares, uma macieira pode produzir entre 1.000 e 5.000 flores durante a floração, sendo suficiente a fecundação de 1 a 5% dessas flores para assegurar uma produção anual considerada razoável. De acordo com o comunicado, a diversidade de polinizadores, que inclui abelhas, borboletas, sirfídeos, moscas e aves, é determinante para este processo.

 

Dados de estudos locais e evidência científica indicam que a polinização cruzada por insetos está associada a frutos com melhor desenvolvimento, qualidade e maior riqueza nutricional, com ganhos estimados entre 6% e 10% face a maçãs não polinizadas.

O ciclo produtivo da maçã inicia-se na primavera com a floração, após o desenvolvimento fisiológico das plantas durante o inverno, e deverá culminar com a colheita prevista para agosto.