Os preços médios dos alimentos vão subir na próxima década de acordo com dados recentes da OCDE e da FAO.
A avaliar pelas projecções destas entidades, o trigo e os cereais secundários terão um aumento entre 15% e 40% relativamente aos níveis médios alcançados no período 1997-2006.
A subida do preço das carnes será menos significativa, amortizada pelo aumento da produtividade no sector, embora se preveja para a próxima década um incremento na procura mundial deste bem, incentivado principalmente pela alteração dos hábitos alimentares das populações nos países emergentes.
Na origem deste aumento generalizado dos preços dos produtos agrícolas para os próximos dez anos estão diversos factores. Entre eles, é possível destacar o crescimento dos mercados emergentes; a expansão da produção de biocombustíveis, que acarreta uma procura adicional de trigo, cereais secundários, azeites vegetais e açúcares e o aumento dos custos de produção nos sectores que requerem um uso intensivo de energia.
O relatório apresentado pelas duas organizações prevê também que o crescimento da produção agrícola na próxima década seja menor do que o que ocorreu nos últimos dez anos. Contudo, não haverá razões para alarme, já que o ritmo de crescimento previsto para os próximos dez anos é perfeitamente conciliável com a intenção de aumentar em 70% a produção mundial de alimentos até 2050, de forma a fazer face à procura estimada por parte das populações nessa data.
Ainda segundo o relatório, os países que mais contribuirão para o aumento da produção agrícola serão o Brasil, a Rússia, a Ucrânia, a China e a Índia.

