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Agricultura

Emprego na agricultura continua a cair na UE. Portugal entre os países com maiores quebras

Emprego na agricultura continua a cair na UE. Portugal entre os países com maiores quebras iStock

O número de trabalhadores agrícolas na União Europeia (UE) continua a diminuir, com Portugal a registar das maiores quebras.

De acordo com a comunicação do Eurostat, em 2023, cerca de 8,4 milhões de pessoas estavam empregadas na agricultura, caça e atividades de serviços relacionadas, segundo o relatório Números-chave da cadeia alimentar europeia – edição de 2025, publicado em dezembro.

 

A análise avançou que a agricultura representava 3,9% do emprego total da UE em 2023, uma descida face aos 5,2% registados em 2013. Segundo o serviço europeu de estatísticas, esta redução acompanha a diminuição do número de explorações agrícolas e tem sido fortemente influenciada pela adoção de tecnologias que poupam mão de obra, como a mecanização, a automação e outras inovações ao longo da cadeia produtiva.

Entre 2013 e 2023, a participação da agricultura no emprego total diminuiu em todos os Estados-membros. Portugal esteve entre os países que registaram as maiores quebras, com uma redução de 4,7 pontos percentuais, a par da Croácia. A Roménia apresentou a descida mais acentuada, com menos 8,9 pontos percentuais no mesmo período.

 

Os dados do Eurostat evidenciam uma redução generalizada do peso do emprego na agricultura em todos os países da UE entre 2013 e 2023, confirmando uma tendência estrutural de longo prazo no setor.

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Apesar de os países da Europa de Leste continuarem a concentrar as maiores percentagens de trabalhadores agrícolas, a quebra é transversal a todo o espaço europeu.

 

Países como a Alemanha, a Bélgica, os Países Baixos, a Suécia, a Dinamarca ou o Luxemburgo registam valores muito baixos de emprego agrícola, em torno de 1% a 2% do total, refletindo economias com menor dependência do setor primário e um setor agrícola altamente mecanizado.

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