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Agricultura

Consumidores apoiam agricultura regenerativa quando os benefícios são claros

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Os consumidores tendem a apoiar mais a agricultura regenerativa e outras práticas agrícolas sustentáveis quando os seus benefícios são comunicados de forma clara e relevante para a vida quotidiana. A conclusão consta de um novo relatório do EIT Food Consumer Observatory.

O relatório Making Agriculture Matter: Toward Consumer-Centric Positioning of Resilient and Regenerative Agriculture indica que, embora os consumidores demonstrem preocupação com a forma como os alimentos são produzidos, expressões como agricultura “resiliente” ou “regenerativa” têm pouco impacto se não forem traduzidas em benefícios concretos e facilmente compreensíveis.

 

“Os consumidores dizem-nos que querem que a agricultura mude, mas ‘resiliente’ e ‘regenerativa’ não são as palavras com que fazem compras”, afirmou Klaus G. Grunert, professor de marketing na Universidade de Aarhus e responsável pelo EIT Food Consumer Observatory.

Segundo o especialista, o interesse existe quando estas práticas são associadas a elementos que os consumidores conseguem reconhecer, como melhor sabor, menor utilização de químicos, identificação do agricultor ou um selo independente. “A oportunidade para o setor é liderar com o benefício, não com a técnica”, acrescentou.

 

O estudo assinala ainda que a responsabilidade por concretizar os benefícios da agricultura regenerativa deve recair sobretudo sobre governos, agricultores e o sistema alimentar em geral, e não apenas sobre os consumidores individuais.

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A análise identifica também uma preferência por abordagens que combinem valores tradicionais da agricultura com tecnologia moderna. De acordo com o relatório, a combinação entre princípios agrícolas estabelecidos e métodos de produção inovadores é vista como mais credível e comercialmente realista do que um regresso isolado às práticas tradicionais.

 

Os investigadores testaram três mensagens diferentes sobre agricultura regenerativa e concluíram que a narrativa centrada em “alimentos que realmente nutrem” teve uma resposta particularmente forte junto dos consumidores.

“Uma agricultura resiliente é uma das maiores oportunidades da Europa para reforçar a segurança alimentar, ao mesmo tempo que restaura a natureza, melhora os meios de subsistência dos agricultores e constrói cadeias de valor agroalimentares mais competitivas”, afirmou Elvira Domingo Varona, diretora da área de agricultura resiliente do EIT Food.