O projecto inclui a exigência de uma permissão específica para a produção de ração e a separação obrigatória das gorduras de uso alimentar e industrial, e endurece as penas para os infratores, adiantou o Ministério alemão da Agricultura.
Uma primeira minuta deste plano de acção será estudada na próxima semana pelos ministérios do Consumo e da Agricultura dos diferentes estados federados.
A titular da pasta da Agricultura, Ilse Aigner, tinha sublinhado nesta segunda-feira a necessidade de assegurar a qualidade dos produtos avícolas e dos suínos do Estado da Baixa Saxónia (noroeste do país), onde foi registada a maioria dos casos detectados, e exigido explicações das autoridades locais.
Depois dos testes feitos pelas autoridades alemãs, apenas permanecem fechadas 500 das 4.700 explorações avícolas que tinham sido encerradas temporariamente devido à contaminação por dioxinas em rações.
Esta advertência do Executivo ocorreu no mesmo dia em que o Governo da Baixa Saxónia disse não afastar a possibilidade de que carne de porco contaminada com dioxinas tenha sido comercializada e apenas um dia depois de ter sido detectado o primeiro caso de um suíno com altos níveis deste composto tóxico.
Também esta quarta-feira, a China anunciou a suspensão das importações de todos os produtos relacionados com a carne de porco, aves e ovos da Alemanha. A Coreia do Sul e a Rússia também já tinham anunciado medidas semelhantes. Segundo o comunicado publicado no site da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspecção e Quarentena (AQSIQ), que regula as importações chinesas, os produtos são sujeitos a testes à sua chegada à China para ver se estão contaminados por dioxinas. O objectivo é “averiguar que substâncias nocivas contêm os alimentos que entram na China para proteger eficazmente a vida e a saúde dos cidadãos”, diz o comunicado da AQSIQ.

