A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou no passado dia 26 de novembro, no Congresso Comemorativo da CAP, que o bagaço da azeitona deixará de ser tratado como resíduo para passar a ser valorizado como recurso.
“Temos também novidades sobre um tema que sabemos ser importante para muitos agricultores, que é a questão do bagaço da azeitona. Para quem ainda se recorda, anunciei na Ovibeja, em abril último, que o caroço é considerado um subproduto. Agora, o mesmo acontece com o bagaço da azeitona. Desde que não tenha sido objeto de tratamentos químicos, será considerado um subproduto, podendo ser utilizado para a compostagem, sem restrições”, referiu a responsável política durante o evento.
Em comunicado de imprensa, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifestou publicamente a sua satisfação com o anúncio, enfatizando que esta decisão do governo “é da maior importância para o setor”, uma vez que os olivicultores passam agora a poder rentabilizar economicamente um material que até aqui era tratado como desperdício.
Num avanço relevante para a economia circular, a garantia dada pela Ministra, ainda dependente de regulamentação, que a CAP enfatiza ver concretizada rapidamente, abre aos produtores uma nova via de valorização e reforça o compromisso do setor com a sustentabilidade.
Segundo a comunicação da Confederação, trata-se de uma medida com impacto “triplamente positivo”: económico e social, por criar novos negócios, gerar emprego e estimular inovação que permita novas utilizações para o bagaço de azeitona; assim como ambiental, por promover a circularidade e o reaproveitamento sustentável deste subproduto natural.

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