A Federação Espanhola de Associações de Agricultores (FEPEX) apresentou ao Ministério da Agricultura espanhol um documento com quinze medidas e reivindicações para manter a rentabilidade e competitividade do sector hortofrutícola.
Segundo a FEPEX, os maiores problemas do sector hortofrutícola são a abertura excessiva às importações provenientes de países terceiros (com custos 15 a 20 vezes inferiores) e o aumento da produção nos países a norte da UE em estufas e ao ar livre, duas situações que estão a provocar descida dos preços, aumento da oferta e consequente queda da procura. Outro dos problemas apresentados consiste na existência de explorações em estufa com uma capacidade de produção muito inferior ao estabelecido pela UE.
As principais reivindicações passam por um maior controlo administrativo dos acordos com países terceiros de forma que se possam cumprir os acordos a nível de contingentes e preços de entrada; ajudas ao abandono da actividade para explorações obsoletas; redução das contribuições para a segurança social; créditos para a modernização das explorações; ajudas no pagamento dos custos do seguro para a exportação; redução das tarifas energéticas e apoios comunitários mais realistas.
A actividade hortofrutícola em Espanha gera mais de 300.000 postos de trabalho no campo e na indústria, corresponde a 37% da produção agrícola final (17.000 milhões de euros) e a exportações na ordem das 9 milhões de toneladas (8.000 milhões de euros). A FEPEX alerta que o sector depara-se com graves problemas, correndo o risco de entrar numa profunda crise caso não sejam tomadas as medidas devidas.

