De acordo com o secretário-geral da associação do sector, Miguel Cambezes, a “culpa” foi da chuva tardia deste ano, que impediu as plantações na sua época habitual. “Começámos com um atraso de três semanas e as temperaturas, que não foram as habituais, não ajudaram na maturação do fruto”, explicou o responsável da Associação dos Industriais de Tomate (AIT).
As fábricas transformadoras de tomate estão a trabalhar abaixo da sua capacidade máxima de laboração, que seria, em condições normais, de sete dias por semana, 24 horas por dia. Neste momento, estão a ser transformadas 115 a 120 mil toneladas por semana.
“Estamos claramente abaixo das nossas capacidades”, revelou Miguel Cambezes, estimando que o rendimento dos agricultores esteja 10% abaixo do que era expectável.
Portugal é o segundo maior exportador de tomate transformado, a seguir a Itália, processando anualmente 1 290 000 toneladas que representam um volume de negócios de 265 milhões de euros.

