Os produtores de rações aplaudem as intenções da Comissão Europeia de acabar com as restrições à utilização de farinhas animais, impostas há dez anos em resposta ao surto da BSE na Europa.
No documento “A estratégia 2010-2015 contra as Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (ETT)”, a Comissão assinalou as mudanças a efectuar nas medidas de combate às ETT durante os próximos cinco anos. Entre estas, constam o fim da proibição das farinhas animais em espécies não ruminantes, a redução dos Materiais Específicos de Risco e o aumento da idade dos animais submetidos ao teste da BSE.
Para a indústria de alimentos compostos para animais, estas restrições devem ser levantadas o mais rápido possível. A justificação prende-se com os problemas ambientais gerados com esta limitação, com as emissões de CO2 a crescerem devido ao transporte de farinhas animal de países terceiros e à combustão inerente à destruição de restos animais. Além de que a própria Autoridade de Segurança Alimentar Europeia (European Food Safety Authority – EFSA) considera insignificante o risco de contágio de EET por rações de origem animal em espécies não ruminantes com estômago simples.

