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Florestas

Florestas ripárias armazenam quantidades de carbono comparáveis às florestas de produção

Florestas ripárias armazenam quantidades de carbono comparáveis às florestas de produção

Investigadores do Centro de Estudos Florestais, do Instituto Superior de Agronomia, concluíram, num estudo publicado na edição de março da revista Forests, que as florestas ripárias – árvores e arbustos que ocupam as margens dos rios – são fundamentais no combate às alterações climáticas, devido à sua elevada capacidade de armazenamento de carbono. Segundo o estudo, as florestas ripárias armazenam quantidades de carbono comparáveis às das florestas de produção portuguesas, como os eucaliptais, os pinhais e os montados.

O trabalho de investigação foi realizado na Ribeira do Alcolobre, bacia hidrográfica do Tejo, no centro de Portugal, com o objetivo de estimar os stocks de carbono de três tipos de árvores ripárias (amieiro, acácia e salgueiro), em três compartimentos (árvore, folhada caída no solo e solo). Para o efeito, a equipa de investigadores usou uma metodologia que combinou a recolha de dados de campo e dados remotos provenientes de imagens recolhidas por drones.

 

Os resultados mostram que, em média, as zonas de amial apresentam stocks de carbono de 162 toneladas por hectare, embora tenham sido observados valores mais elevados nas zonas invadidas por acácias de grande porte.

O estudo aponta ainda para uma grande variabilidade no armazenamento do carbono ao longo da galeria ripária em função da espécie, da densidade e da idade dos indivíduos. Os maiores stocks de carbono foram observados nas árvores (79%) embora a contribuição relativa dos restantes compartimentos varie em função da espécie dominante.

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Além disto, estas florestas proporcionam abrigo e alimento a animais e têm a capacidade de filtrar poluentes, melhorando a qualidade da água dos rios. Ajudam ainda a reduzir os prejuízos provocados pelas cheias, pois contribuem para a diminuição da velocidade de uma inundação.

As florestas ripárias servem também de recreio e acrescentam valor estético às paisagens ribeirinhas, que tem sido ultimamente bastante valorizado.