A França defende a manutenção de uma PAC forte, com ajudas directas aos agricultores e a necessidade de uma rede de segurança e de instrumentos de regulação do mercado para compensar as variações nos preços das matérias-primas.
A proposta faz parte de uma declaração conjunta franco-alemã, que reclama “recursos à altura das nossas ambições”, embora estes dois países não tenham chegado a acordo sobre a manutenção de um orçamento constante da PAC.
Paris e Berlim opõem-se em absoluto à ideia da existência de uma taxa de repartição única de distribuição das ajudas para reformar a actual repartição das ajudas, com base nos níveis de produção históricos.
As reacções não se fizeram esperar. O ministro polaco, Marek Sawicki, já veio a público afirmar que esta é uma tentativa, com pouco êxito, para exercer pressão sobre os outros restantes estados-membros e que “é uma proposta muito conservadora, que defende os interesses dos agricultores franceses e alemães, mas não dos outros países”.
Do lado português, o eurodeputado Capoulas Santos já manifestou a sua indignação pela proposta que considera ser “absolutamente intolerável e inaceitável” e denunciou que esta situação “significaria que cada agricultor português continuasse a receber, em média, cinco vezes menos do que os europeus”. E recordou que as conversações da PAC até agora iam no sentido de o mecanismo de cálculo das ajudas se basear em critérios como o ambiente e a criação de postos de trabalho.

