Os franceses já garantiram a compra de, pelo menos, 76% da empresa – 55% da Cooperativa dos Agricultores de Vinhais e 7% de cada uma de três associações locais –, estando a escritura marcada para junho. Os restantes 24% são detidos pela Câmara Municipal de Vinhais, que já colocou a quota à venda em hasta pública, devendo também ser adquirida pelo grupo Athena.
“O nosso objetivo ao vender é criar mais riqueza para os nossos associados e produtores. O mercado de transformação da castanha está muito concentrado e um grupo grande, e altamente profissional na transformação e comercialização da castanha, tem muito mais poder negocial, além de que vai ter uma mais-valia considerável ao passar a lidar diretamente com o produtor”, explica à VIDA RURAL, Carlos Silva, gerente da Cacovin e presidente da Cooperativa dos Agricultores de Vinhais.
“A empresa vai agora alargar o negócio a quase toda a fileira da castanha, deixando de comprar castanha transformada ou pré-transformada, e conseguindo assim uma grande vantagem e mais-valia que pode dividir com os produtores”, adianta o responsável.
“Para otimizar as instalações e maquinaria e, tendo em conta que a castanha é um produto sazonal, esperamos também que a empresa alargue o âmbito de atuação a outros produtos agroindustriais da região, como, por exemplo, frutos secos ou frescos”, adianta.
Fique a saber mais sobre este negócio na edição de maio da VIDA RURAL.

