Em causa estão declarações deste dirigente ao Correio do Alentejo onde acusa a EDIA de ter um modelo de gestão estanque: “ A EDIA faz de conta que dinamiza um sistema de culturas e comercialização. O Estado não pode fazer isso, deve apoiar os agentes que estão no terreno”, referiu Castro e Brito que acrescentou ainda que o actual modelo “caiu em desuso numa Europa onde há concorrência”.
A AABA reagiu àquilo que considerou “afirmações pouco fundamentadas e meramente pessoais” e estranha que as mesmas tenham sido veiculadas “uma semana antes da apresentação e discussão de um estudo sobre o futuro modelo de gestão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva” (que será apresentado no próximo dia 5 de Fevereiro).
A ABBA refere ainda que “o sistema tradicional de gestão e exploração dos perímetros de rega em Portugal, assente nas tradicionais Associações de Regantes, tem-se revelado muito pouco eficiente, bastando para tal olhar para o estado de conservação dos mesmos (…). Ao contrário do que é referido pelo eng. Castro e Brito que defende um modelo eficiente e ‘não estatizado’, o modelo em vigor em Portugal tem décadas de existência, não é moderno nem actual, e foi idealizado numa época em que os perímetros de rega nada têm a ver os que actualmente estão a ser infra-estruturados, e muito menos com os do Alqueva”.
Esta posição da ABBA já motivou críticas por parte da Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas, ABORO, que reitera “o sucesso do modelo assente nas associações de regantes e beneficiários” e pede que a discussão desta matéria seja feita em sede própria, “com verdade e elevação”.

