O ministro da Agricultura defende que a “solidariedade europeia” deve permanecer na Política Agrícola Comum depois de 2013.
No final da primeira reunião do grupo de peritos, constituído para apoiar o Governo nesta questão, António Serrano frisou que Portugal adopta uma posição favorável no que respeita às ajudas à produção e à protecção dos agricultores.
“
Somos contra a tendência de alguns países que vai no sentido de cada Estado membro assumir uma co-responsabilização maior no financiamento da PAC. Se houver uma renacionalização, isso significa que cada Estado membro passa a suportar todos os custos da sua política agrícola, independentemente de ter condições mais desfavoráveis”.
O ministro relembrou que a PAC permitiu que países pobres e com condições agrícolas desfavoráveis para a produção competitiva beneficiassem da “solidariedade europeia” e afirmou que estas condições devem manter-se de forma a garantir “que os mais desfavorecido também possam ter uma agricultura viável”.
A necessidade da preservação da paisagem e da natureza foi outro dos argumentos que António Serrano utilizou para defender a continuação do financiamento da PAC pela União Europeia.
Presentes no final da reunião estavam também o ex-ministro Arlindo Cunha, Francisco Avillez, coordenador do grupo e especialista em economia agrária e a arquitecta paisagista Teresa Pinto Correia, entre outros.

