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Especial Inovação

Vantagens da melhoria das pastagens

Existe uma necessidade de intervir nas pastagens, de modo a aumentar a sua produtividade e qualidade, o que permite um aumento do encabeçamento e uma diminuição das necessidades em suplementação.

As pastagens, de um modo geral, assentam sobre solos de aptitude agrícola marginal, isto é, com graves limitações de fertilidade, encontrando-se na sua grande maioria sobre solos de granito e xisto, de média/baixa profundidade e de textura entre arenosa e franca (Rodrigues et al., 2004). No que respeita ao pH(H2O) do solo, Ferreira et al. (2007) concluíram que, em Portugal, 90% dos solos utilizados para pastagem são de reação ácida. No entanto, outros fatores ditam um destino de uso com pastagens, como seja pequena espessura efetiva dos solos ou pedregosidade, relevo que dificulta a mecanização, pequena capacidade efetiva de retenção e disponibilidade de água para as plantas.

As pastagens naturais apresentam, geralmente, baixa e irregular produção de biomassa (Lourenço et al., 1994). Os mesmos autores encontraram valores bastante diversos em termos de produção de matéria seca em pastagens naturais, oscilando os valores entre os 1310 kg MS ha-1 ano-1 na Herdade do Sertão, cerca de Beja (Luvissolos, solos com um horizonte mais ou menos explícito de acumulação de elementos finos do solo, com grande representação em Portugal), e os 554 kg MS ha-1 ano-1 na Herdade da Mitra, em Évora (Cambissolos, solos incipientes em que as características da rocha-mãe estão muito marcadas e têm em geral menos fertilidade do que os Luvissolos).

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