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Floresta

FAO reforça plataforma de monitorização florestal com apoio da Noruega

FAO reforça plataforma de monitorização florestal com apoio da Noruega iStock

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou um novo investimento da Noruega para reforçar a monitorização florestal a nível global. O apoio pretende ajudar os países a melhorar a ação climática, aumentar a transparência e aceder a financiamento para proteger e restaurar florestas.

A Iniciativa Internacional da Noruega para o Clima e as Florestas vai disponibilizar 90 milhões de coroas norueguesas, cerca de 9,5 milhões de dólares, para apoiar a terceira fase do SEPAL – System for Earth Observation Data Access, Processing and Analysis for Land Monitoring, o sistema da FAO para acesso, processamento e análise de dados de observação da Terra aplicados à monitorização do território.

 

De acordo com a comunicação, o financiamento prolonga-se até dezembro de 2030. O apoio da Noruega ao SEPAL está alinhado com o programa AIM4Forests (Accelerating Innovative Monitoring for Forests), permitindo alargar a assistência técnica na área da monitorização florestal.

“À medida que a inteligência artificial acelera, as ferramentas de dados abertas e transparentes tornam-se ainda mais essenciais para os países florestais. O SEPAL reforça a capacidade dos governos para liderarem a sua própria monitorização e tomarem decisões informadas sobre as suas florestas, em benefício dos seus cidadãos e de todos nós”, afirmou Andreas Bjelland Eriksen, ministro do Clima e Ambiente da Noruega.

 

Segundo o diretor-geral da FAO, QU Dongyu, os países precisam de dados florestais fiáveis, acessíveis e transparentes para gerir as florestas de forma sustentável, cumprir requisitos de reporte climático e aceder a financiamento baseado em ciência.

“Este novo financiamento irá reforçar os sistemas nacionais de monitorização florestal e acelerar a utilização de tecnologias inovadoras, transformando dados em melhores decisões para as alterações climáticas e para o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

 

Desenvolvido inicialmente em 2016, o SEPAL integra a iniciativa Open Foris da FAO, um conjunto de ferramentas digitais de código aberto utilizado por governos, instituições técnicas e profissionais em todo o mundo para monitorizar florestas e uso do solo, apoiar relatórios nacionais e orientar a gestão sustentável do território.

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A plataforma SEPAL permite acesso imediato a dados de observação da Terra e a ferramentas avançadas de processamento, ajudando os países a detetar alterações, acompanhar a desflorestação e apoiar esforços de restauro.

 

A terceira fase do SEPAL estará centrada no desenvolvimento de soluções geoespaciais de nova geração. O objetivo é apoiar os países no cumprimento dos requisitos de reporte climático e, ao mesmo tempo, reforçar competências, ferramentas e sistemas que permitam monitorizar florestas de forma autónoma.

Em junho de 2026, o SEPAL contava com mais de 30 mil utilizadores ativos em 205 países e territórios.

A nova fase será desenvolvida em articulação próxima com o programa AIM4Forests, uma parceria entre a FAO e o Reino Unido orientada para o reforço da monitorização florestal através de inovação técnica, capacitação e abordagens inclusivas.

Segundo a FAO, esta articulação deverá permitir aos países passar da produção de dados florestais para a sua utilização em decisões de política pública, transparência climática e maior envolvimento com mecanismos de financiamento.

As duas iniciativas promovem também abordagens inclusivas à monitorização florestal, apoiando a participação de povos indígenas e de outros intervenientes cujo conhecimento e envolvimento são considerados relevantes para a gestão sustentável das florestas.