Quantcast
Vinha e Vinho

CVRA lança plataforma para reforçar rastreabilidade da fileira vitivinícola alentejana

CVRA lança plataforma para reforçar rastreabilidade da fileira vitivinícola alentejana iStock

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) lançou a plataforma Data+, uma ferramenta de controlo e rastreabilidade da fileira vitivinícola alentejana que reúne mais de cinco milhões de dados.

De acordo com o comunicado de imprensa, a apresentação foi acompanhada pela divulgação de um estudo socioeconómico desenvolvido pela Universidade Nova SBE, segundo o qual os vinhos do Alentejo geram mais de 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa.

 

A nova plataforma permite reforçar a monitorização da produção, a rastreabilidade dos mercados e a recolha e tratamento de informação estratégica para o setor. De acordo com a informação divulgada, a ferramenta disponibiliza dados por sub-região, casta e país de exportação, entre outros indicadores, permitindo acompanhar a evolução da atividade ao longo de mais de 15 anos.

A plataforma beneficia também do histórico de informação da região, uma vez que o Alentejo é apresentado como a única região vitivinícola nacional a concentrar este tipo de informação desde 1989.

 

Segundo Luís Sequeira, presidente da CVRA, “esta aposta vai permitir aumentar o rigor e a transparência, ao mesmo tempo que auxilia os produtores na tomada de decisão estratégica, uma vez que existirá atualização regular da informação, dotando o setor de melhores ferramentas de gestão e acompanhamento da atividade.”

No mesmo âmbito, a CVRA apresentou os resultados do estudo socioeconómico desenvolvido pela Universidade Nova SBE. O documento conclui que os vinhos do Alentejo geram mais de 1,45 mil milhões de euros para a economia portuguesa e acrescentam cerca de 673 milhões de euros ao PIB nacional.

banner APP
 

Segundo o estudo, o setor vitivinícola alentejano contribuiu ainda com 95 milhões de euros em receita fiscal para o Estado, através de IVA e IRS, sustentou mais de 21 mil empregos diretos e assegurou 269 milhões de euros em remunerações.

Os dados divulgados apontam também para o peso da região no panorama vitivinícola nacional. O Alentejo representa cerca de 16,4% da produção nacional de vinho, 16,8% da produção nacional de vinho DOP e 19% da produção nacional de vinho IGP.

 

Estas iniciativas estão enquadradas no Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031, documento que define as prioridades da região até ao final da década e que tem como objetivo aumentar o valor gerado pela fileira vitivinícola alentejana.

O plano integra seis pilares: controlo e fiscalização, marketing e mercados, enoturismo, sustentabilidade, viticultura e enologia, e investigação e desenvolvimento. O documento prevê um crescimento de 41,1% no volume total de negócio do setor até 2030, correspondente a mais 158,9 milhões de euros de valor adicional.

A estratégia assenta na valorização do produto, no reforço da presença internacional, no crescimento do enoturismo e na aposta contínua na sustentabilidade.

O Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026-2031 resulta de um processo alargado de auscultação ao setor, envolvendo produtores, especialistas, investigadores e agentes económicos, com o objetivo de consolidar uma visão comum para o futuro dos Vinhos do Alentejo.