Segundo este mesmo estudo, apesar da maioria dos consumidores portugueses estarem interessados no contacto direto com o produtor, pouco mais de metade (58%) pensam em privilegiar os comércios independentes, as pequenas lojas de bairro, os artesãos ou os feirantes. Uma intenção que acompanha a tendência europeia: 60% dos europeus afirmam estarem prontos para privilegiar o comércio de proximidade, ainda que esta apareça mais vincada nos países da Europa de Leste (Hungria: 72%; Roménia: 68%; Eslovénia: 66%).
O estudo do Observador Cetelem alerta ainda para o facto de que estes números não significam o fim das grandes superfícies, mas assiste-se a uma clara tomada de consciência dos consumidores sobre o seu papel a desempenhar na distribuição. Atualmente, 55% dos Europeus já compraram uma vez a um produtor e estima-se que serão perto de oito consumidores em cada 10 a fazê-lo, nos próximos anos.
“A intenção existe e é uma tendência que deverá aumentar nos próximos anos. Resta saber com que frequência, os consumidores europeus vão privilegiar comprar aos seus pequenos produtores, em vez de passar pelos distribuidores. Longe da ideia de anunciar o encerramento dos distribuidores: os europeus estão ainda ligados a estes, sobretudo na Europa Ocidental, mas as consciências evoluem, e os consumidores escolhem cada vez mais outros circuitos”, afirma Diogo Lopes Pereira, diretor de marketing do Cetelem em Portugal.