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Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável pede aos portugueses que poupem água

Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável pede aos portugueses que poupem água

Apesar de não ser possível travar as alterações climáticas, Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Rural (CNADS) acredita que impactos ainda mais graves podem ser evitados e apela à poupança de água por parte dos portugueses.

Estas declarações foram proferidas em entrevista à Rádio Renascença, uma entrevista na qual Filipe Duarte dos Santos disse ainda ser preciso uma “maior coordenação entre Espanha e Portugal no que respeita aos recursos hídricos”, “mudanças na agricultura” e “combate ao desperdício da água”.

“Vamos continuar a ter a diminuição da precipitação média anual, isso é, talvez, um dos aspetos mais graves, e ventos extremos mais frequentes, como ondas de calor com precipitação intensa e em intervalos de tempo curto e a subida do nível médio do mar que afeta as nossas costas, que são particularmente vulneráveis, porque temos uma parte considerável da nossa costa que é uma baixa arenosa e, portanto, está em risco de inundação (…) Não sabemos quando é que esta seca vai terminar. Esperemos que ela termine o mais rapidamente possível, pode ser que chova abundantemente nos próximos meses, mas não temos essa capacidade de prever e, portanto, o que podemos esperar é que as pessoas estejam conscientes da situação em que se está, que usem a água com a maior parcimónia possível, ou seja, que poupem o mais possível a água, que haja menos desperdício de água, sobretudo nos sistemas de distribuição da água que as câmaras municipais fazem no país”, defendeu.

Em relação ao problema das alterações climáticas, o presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável acredita que “o problema, de facto, resolve-se emitindo menos gases com efeito estufa para a atmosfera. Nós dependermos menos dos combustíveis fósseis. E isso é o que a Europa tem tentado fazer e tem tido bastante sucesso nisso e tem metas ambiciosas de redução dos gases com efeito estufa. Trata-se de um problema global. Não basta a União Europeia fazer isso, é necessário que o mundo inteiro faça isso. E aí é que está o problema.”