Lisboa recebe, nos dias 2 e 3 de julho, a segunda edição do Olive Oil World Congress, no Centro Cultural de Belém. O encontro vai reunir especialistas, investigadores, produtores, empresas e representantes institucionais de vários países produtores de azeite, com foco nos principais desafios da fileira oleícola.
De acordo com o comunicado, a apresentação oficial da edição de 2026 decorreu esta segunda-feira, em Lisboa, assinalando o arranque da contagem decrescente para o congresso. A primeira edição realizou-se em Madrid, em junho de 2024.
O programa prevê a discussão de temas como a adaptação às alterações climáticas, a digitalização e a aplicação da inteligência artificial à produção agrícola, a qualidade e autenticidade do azeite e os impactos da instabilidade geopolítica nos mercados internacionais. Entre os oradores estarão especialistas nacionais e internacionais ligados à investigação, à indústria e às organizações representativas do setor.
Segundo a comunicação, a realização do congresso em Portugal surge num contexto de relevância económica da fileira do azeite para o país. Para a campanha 2025/2026, estima-se uma produção de cerca de 179 mil toneladas, um valor semelhante ao da campanha anterior e 15% acima da média das últimas cinco campanhas. Em 2025, Portugal exportou 228.599 toneladas de azeite, gerando mais de mil milhões de euros em receitas externas e mantendo um saldo comercial positivo de cerca de 586 milhões de euros.
“O facto de Portugal receber a segunda edição do Olive Oil World Congress é o reconhecimento do percurso que o país tem realizado no setor oleícola. Hoje somos um dos principais produtores e exportadores mundiais de azeite, resultado de anos de investimento, modernização, inovação tecnológica e aposta na qualidade, fatores que colocaram o azeite português entre os mais valorizados nos mercados internacionais”, afirma José Manuel Fernandes, Ministro da Agricultura e Mar.
Para Pedro Lopes, Presidente da Direção da Olivum – Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal, a realização do evento em Lisboa confirma a projeção internacional do setor.
“Portugal é hoje um país com uma voz cada vez mais relevante no panorama mundial do azeite. Crescemos muito nos últimos anos, modernizámos o olival, investimos em tecnologia, inovamos no campo e nos lagares, e produzimos azeites de excelência, reconhecidos nacional e internacionalmente”, sublinha.
Já Jaime Lillo, Diretor Executivo do Conselho Oleícola Internacional, considera que Lisboa será, durante este período, o centro da comunidade internacional do azeite.
“Durante os últimos dias de junho e os primeiros dias de julho, Lisboa tornar-se-á a capital da comunidade internacional do azeite. Será um encontro extraordinário que reunirá representantes dos principais países produtores de azeite e de azeitonas de mesa, bem como representantes dos produtores, exportadores e importadores, das principais empresas do setor e da comunidade científica”, afirma.
Segundo o responsável, “esta será uma oportunidade única para dialogar sobre os principais desafios e contribuir para as soluções de que o setor olivícola internacional necessita”.
O congresso tem como objetivos reforçar a importância estratégica do setor oleícola, promover os benefícios nutricionais do azeite e fomentar a interação entre profissionais. A iniciativa pretende também criar espaço para o debate sobre investigação, produção e comercialização, bem como para a partilha de casos de sucesso e boas práticas internacionais.
José Manuel Fernandes sublinha ainda que “o setor oleícola é hoje um ativo estratégico para Portugal. Para além da sua relevância económica e exportadora, desempenha um papel fundamental na coesão dos territórios rurais, na sustentabilidade ambiental e na competitividade do setor agroalimentar nacional. Num contexto internacional cada vez mais exigente, é essencial continuar a investir na inovação, no conhecimento e na criação de condições que permitam ao setor manter a sua trajetória de crescimento e afirmação internacional”.

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