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Regadio

Fenareg apela para que setor agrícola seja envolvido na avaliação das culturas intensivas

Fenareg apela para que setor agrícola seja envolvido na avaliação das culturas intensivas

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg) apelou ao novo Diretor Geral da Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), Rogério Ferreira, para que o setor agrícola seja envolvido de forma ativa no processo de avaliação das culturas visadas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 97/2021, de 27 de julho [define orientações e recomendações relativas à informação e sustentabilidade da atividade agrícola intensiva].

Em comunicado, a Fenareg explica que, sendo o projeto-piloto desenvolvido em áreas inseridas em aproveitamentos hidroagrícolas, quer que exista envolvimento da sua parte e das associações que melhores conhecimentos têm da área, nomeadamente no que diz respeito à distribuição da água para a rega das culturas.

A Federação defende ainda que devem ser tidas em conta neste processo de avaliação as boas práticas que já se aplicam no terreno e que os procedimentos aprovados não constituam entraves ao desenvolvimento da atividade agrícola.

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Na sua visão, como é conhecido através do trabalho que tem vindo a promover para a adoção de uma estratégia nacional do regadio, o desenvolvimento sustentável do regadio passa por uma visão de longo prazo na modernização de infraestruturas, no assegurar de condições de segurança hídrica e na capacitação para práticas que respondam às mais elevadas metas de sustentabilidade no uso de recursos, valorizando as externalidades da atividade agrícola.

“Esta primeira sessão de trabalho foi positiva, esclarecedora e um sinal claro da possibilidade de reforço das competências da DGADR enquanto Autoridade Nacional do Regadio», afirma José Núncio, presidente da Fenareg.

A reunião entre a Fenareg e o novo Diretor Geral da DGADR , que ocorreu no passado dia 20 de agosto, teve como tema os assuntos prioritários do regadio. O Programa Nacional de Regadios, a revisão dos limites das áreas dos aproveitamentos hidroagrícolas, a atualização da legislação hidroagrícola e os apoios à instalação de energias renováveis no regadio coletivo foram alguns dos tópicos.