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Agricultura

Mais milho, menor área de tomate de indústria

milho

A produção de milho de regadio em Portugal vai aumentar esta campanha, interrompendo o ciclo de decréscimos das últimas quatro campanhas. A explicação pode estar na conjugação da redução prevista da área de tomate para a indústria com o aumento da procura de milho nacional por parte da agroindústria. A análise é do Instituto Nacional de Estatística (INE) que nas últimas Previsões Agrícolas revela que a cotação internacional desta commodity foi determinante para muitos produtores na decisão de sementeira. Os preços mantém-se em valores próximos dos registados nos últimos cinco anos, embora com ligeiro acréscimo face à campanha passada.

Relativamente ao ano agrícola, as dificuldades na preparação dos terrenos, saturados até meados de maio, para a sementeira do milho, provocaram um atraso generalizado na instalação desta cultura, que só ficou concluída no início do mês de julho. Esta situação condicionou a escolha das variedades semeadas, com a proporção de variedades de ciclo curto a ser consideravelmente superior ao habitual. A área instalada ronda os 90 mil hectares (+5% face a 2017), tendo-se invertido a tendência de decréscimo das últimas quatro campanhas.

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No tomate para a indústria, e apesar do aumento da frequência dos tratamentos fitossanitários preventivos, registaram-se focos intensos de fungos, nomeadamente de Phytophthora infestans (causador do míldio do tomateiro), de controlo muito difícil, e que afetaram a produção em algumas plantações. A colheita está a decorrer e as unidades transformadoras iniciaram a laboração na segunda semana de agosto. Estima-se um rendimento unitário semelhante ao alcançado na campanha anterior.

Quanto ao girassol, a maioria das searas encontra-se na fase de enchimento do grão, com um atraso de algumas semanas face ao habitual. Os povoamentos, mesmo os de sequeiro, apresentam bom aspeto vegetativo, prevendo-se uma produtividade 10% acima da registada em 2017.