A área de milho de regadio deverá registar um aumento de 10% face a 2012, assistindo-se a um aumento do investimento, nomeadamente com a instalação de novas áreas de milho no perímetro de rega do Alqueva.
Por sua vez, o desenvolvimento da batata de regadio decorreu com normalidade, apresentando a cultura, de um modo geral, um bom aspeto vegetativo. O boletim mensal do INE revela também previsões de uma boa campanha no tomate para a indústria, inicialmente condicionada pelo excesso de humidade do solo que se verificou até meados de abril. Posteriormente a cultura recuperou e desenvolveu-se regularmente, sem grandes problemas fitossanitários.
Também as vinhas apresentaram em agosto um bom desenvolvimento vegetativo, pelo que se prevê um aumento de produtividade de 10% na uva para vinho e de 5% na uva de mesa. Por sua vez, a campanha dos cereais de outono/inverno caracterizou-se, após a má campanha anterior marcada seca extrema, por um aumento global da produção.
Em junho de 2013 o peso total de gado abatido e aprovado para consumo foi de 34 041 toneladas, o que representa um decréscimo de 5,9%. O decréscimo ficou a dever-se ao menor volume de abate registado nos bovinos (-9,2%), suínos (-5,1%), ovinos (-6,8%) e caprinos (-13,9%), relativamente a junho de 2012.
A recolha de leite de vaca em junho de 2013 foi de 158,3 mil toneladas, o que representou uma descida de 3,9%. O volume total de produtos lácteos apresentou um aumento de 2,7% no mês em análise, devido à maior produção de leite para consumo (+5,0%), leites acidificados (+1,6%) e nata para consumo (+0,8%).
No que diz respeito aos preços, no mês de julho de 2013, as variações de maior dimensão verificaram-se nos índices de preços da batata (+204,4%), do azeite a granel (+42,8%), dos frutos (+32,3%), dos hortícolas frescos (+24,9%) e dos ovos (-41,0%). Em comparação com o mês anterior as maiores alterações observaram-se nos índices de preços das aves de capoeira (+8,9%), dos frutos (+7,8%) e dos hortícolas frescos (-8,3%).

