Os prejuízos causados pelo mau tempo que atingiu Portugal no início do ano já ultrapassam os 550 milhões de euros no setor agrícola, segundo as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), a 30 de abril.
O valor tem por base os levantamentos realizados pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR). De acordo com o INE, foram apresentadas junto destas estruturas “cerca de 7,7 mil candidaturas e declarações de prejuízo, correspondendo a danos declarados superiores a 550 milhões de euros”.
Os danos abrangem “culturas temporárias e permanentes, armazéns e outras construções agrícolas, máquinas e equipamentos, bem como situações de morte de animais”, refere o instituto.
A região Centro foi a mais afetada pelo conjunto de tempestades que atingiu o país entre 22 de janeiro e 8 de fevereiro, com prejuízos declarados superiores a 206 milhões de euros.
Em Lisboa e Vale do Tejo, os danos ascendem a 167 milhões de euros, enquanto no Alentejo totalizam 180 milhões de euros.
Em fevereiro, o Ministério da Agricultura e do Mar falava em prejuízos preliminares na ordem dos 500 milhões de euros no setor agrícola, altura em que solicitou a Bruxelas que fosse acionada a reserva de crise para a agricultura.
Este mecanismo europeu permite uma resposta rápida em caso de crises que afetem a produção ou distribuição agrícola, com uma dotação anual total para a União Europeia (UE) de 450 milhões de euros.

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