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Agricultura

Exportações portuguesas de frutos secos atingiram um novo recorde em 2025

Exportações portuguesas de frutos secos atingiram um novo recorde em 2025 iStock

As exportações portuguesas de frutos secos atingiram um novo recorde em 2025, ultrapassando os 156 milhões de euros, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulgados pela Portugal Nuts. O valor representa 6% do total das exportações nacionais de produtos vegetais e confirma o peso crescente da fileira no setor agroalimentar.

Os dados foram apresentados no V Congresso da Portugal Nuts, Associação de Promoção de Frutos Secos, realizado em Évora. O encontro reuniu associados, produtores, especialistas e representantes de instituições nacionais e europeias para debater temas como competitividade, contexto geopolítico, tendências globais de mercado, inovação e sustentabilidade.

 

Exportações portuguesas de frutos secos atingiram um novo recorde em 2025

Portugal é atualmente o segundo maior produtor europeu de amêndoa e o quinto maior produtor europeu de nozes. A amêndoa é o fruto seco mais exportado, com vendas internacionais de 115,45 milhões de euros em 2025, mais 16% do que em 2024. As exportações de noz atingiram 3,3 milhões de euros, um crescimento de 50% face ao ano anterior.

 

Tiago Costa, presidente da Portugal Nuts, defendeu o potencial da fileira no contexto internacional. “Acreditamos no potencial da fileira. Acreditamos na capacidade dos nossos produtores e empresas. Acreditamos que Portugal pode – e deve – afirmar-se como um dos melhores produtores mundiais de frutos secos”, afirmou.

O responsável sublinhou ainda que a competitividade do setor depende da capacidade de organização e investimento. “Compete-se com os melhores quando se trabalha com rigor, quando se investe em eficiência, quando se aposta na sustentabilidade e quando se constrói uma fileira coesa e preparada para os desafios globais”, acrescentou.

 

Durante o congresso, a associação anunciou o arranque da Estratégia 2026-2028 e do respetivo Plano de Ação. O documento está estruturado em quatro pilares: Promoção e Mercados; Estudos e Serviços Profissionais; Investigação e Desenvolvimento; e Comunicação e Representação.

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Entre os instrumentos previstos estão a Agenda de Investigação e Experimentação, desenvolvida em articulação com universidades e centros de I&D, e o Programa de Sustentabilidade dos Frutos Secos, orientado para práticas responsáveis e para o alinhamento com as exigências dos mercados.

 

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A Portugal Nuts voltou também a defender a aplicação da taxa reduzida de IVA, de 6%, aos frutos secos cortados, atualmente sujeitos à taxa normal de 23%. A proposta foi submetida formalmente ao Ministério da Agricultura e Mar, à Assembleia da República e às principais confederações empresariais.

Segundo a associação, o corte mecânico não constitui transformação do produto, uma vez que não altera o sabor, a composição ou o valor nutricional. A Portugal Nuts considera que a alteração fiscal permitiria corrigir uma assimetria competitiva face a Espanha, onde a taxa aplicável é de 4%, e a outros países europeus, com efeitos para o consumidor português e para a indústria nacional.

O congresso incluiu sessões sobre a caracterização do setor, o posicionamento estratégico de Portugal no mercado global de frutos secos, geopolítica, tecnologia e impactos no setor agroalimentar, mudança de paradigma do consumidor e agricultura regenerativa em culturas permanentes.