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Vinha e Vinho

Região dos Vinhos Verdes prepara mais de 1000 armadilhas ‘inteligentes’ para vigiar a vinha

Região dos Vinhos Verdes prepara mais de mil armadilhas inteligentes para vigiar a vinha iStock

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), o INESC TEC e o INIAV apresentaram os primeiros resultados do projeto VineShield-DT, uma ferramenta digital destinada a reforçar a vigilância e proteção das vinhas contra a Flavescência Dourada.

A apresentação decorreu a 16 de julho, na Casa dos Vinhos Verdes, no Porto, e reuniu cerca de 50 participantes, entre investigadores, técnicos, produtores e representantes institucionais.

 

O projeto pretende apoiar a deteção e antecipação do risco associado à Flavescência Dourada e ao seu inseto vetor, Scaphoideus titanus, através de uma plataforma digital, modelos preditivos, mapas de risco, alertas e uma rede de armadilhas inteligentes.

Durante a sessão, a equipa do INESC TEC, liderada pelo investigador Filipe Neves dos Santos, mostrou o funcionamento do projeto no terreno. Lino Oliveira apresentou a plataforma digital que transforma os dados recolhidos em mapas de risco e alertas.

 

A equipa demonstrou ainda o modelo preditivo desenvolvido para antecipar a possível evolução territorial da doença e do seu vetor, bem como a rede de armadilhas inteligentes, que pretende substituir progressivamente a inspeção manual por deteção em tempo real.

Mais de mil armadilhas previstas
Atualmente, estão instaladas 15 armadilhas no terreno, integradas numa fase piloto destinada a testar e afinar o sistema antes de um eventual alargamento da rede.

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Até ao final de 2027, está prevista a instalação de mais de mil armadilhas na Região dos Vinhos Verdes. A CVRVV está já a preparar os próximos passos junto dos produtores, incluindo a realização de workshops para formar viticultores na utilização da tecnologia VineShield-DT.

A formação deverá abranger o uso das armadilhas e da aplicação móvel do projeto. Esta aplicação permitirá que técnicos e produtores reportem vinhas abandonadas e outras observações relevantes no terreno, integrando no sistema informação que pode escapar à vigilância oficial diária.

 

“O VineShield-DT nasce de uma questão que conhecemos bem no terreno: como proteger a vinha da Flavescência Dourada e do seu vetor de forma mais antecipada, mais integrada e mais colaborativa?”, afirmou Dora Simões, presidente da CVRVV.

Segundo a responsável, o estudo desta doença já estava previsto no Inquérito de I&D+I e na Agenda de I&D+I da Região dos Vinhos Verdes. O combate a pragas e doenças foi também apontado pelos produtores da região como a principal prioridade ambiental, com 82,3% das respostas.

“O desenvolvimento deste projeto com as entidades parceiras e a implementação de uma plataforma digital e do digital twin da vinha, permite a criação de uma rede de cerca de mil armadilhas inteligentes que se está a implementar em benefício da Região dos Vinhos Verdes, da vinha e do vinho em Portugal e de maior sustentabilidade do negócio do Vinho para os produtores”, acrescentou Dora Simões.