Agroindústria

Estudo europeu quer prever as ameaças climáticas ao setor agroalimentar europeu

Estudo europeu quer prever as ameaças climáticas ao setor agroalimentar europeu

Chama-se Med-Gold e está a evolver várias universidades e organizações europeias no estudo das ameaças climáticas aos três principais setores agroalimentares da bacia do Mediterrâneo: a vinha, o olival e o trigo duro. A Sogrape Vinhos, único representante nacional no consórcio de investigação e a única do setor vitivinícola, foi a anfitriã da primeira Assembleia-geral da iniciativa.

Numa nota enviada às redações, a Sogrape revela que “no âmbito desta reunião foi identificada a necessidade de envolver universitários da área agroalimentar no desenrolar dos trabalhos de investigação no sentido de procurar garantir uma disseminação transgeracional do valor das inovações do projeto.”

António Rocha Graça, Diretor de I&D e representante da Sogrape Vinhos no projeto, sublinha que “o balanço da primeira Assembleia-Geral é muito positivo, pois revelou que após um primeiro ano de interação, os parceiros Med-Gold estão muito envolvidos na discussão e identificaram claramente os desafios a resolver, comuns aos três setores agroalimentares do projeto (azeite, vinho e massas)”.

Um dos desafios identificados para o próximo ano foi a necessidade de tornar claro para os utilizadores o valor aportado pelas soluções que irão ser desenvolvidas para os novos serviços climáticos. Por outro lado, será necessário adaptar os novos serviços às necessidades específicas dos três setores envolvidos e, dessa forma, melhor contribuir para os objetivos estratégicos da União Europeia com este projeto, explica ainda a empresa nacional.

O Med-Gold tem como grande objetivo recolher, avaliar e caracterizar séries de dados históricos sobre o clima e as colheitas para que estes sirvam de base para a criação de modelos matemáticos para fazer previsões climáticas focadas na agricultura, em prazos entre seis meses a mais de trinta anos.

O projeto lançado em 2017 e com uma duração de quatro anos conta com um financiamento de 5 milhões de euros, do programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, e conta ainda com a participação de empresas como a italiana Barilla.