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Regadio

Alqueva já contribuiu com 340 M€ para a agricultura portuguesa

Regantes pedem revisão da convenção luso-espanhola das bacias hidrográficas

O Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva foi, de acordo com números divulgados na passada semana pelo jornal Público, um bom negócio para a agricultura nacional. De acordo com um trabalho encomendado pelo Executivo à empresa Mateus e Associados, “a plena utilização da área de regadio está já a gerar um valor de produção na ordem dos 339,7 milhões de euros e um VAB de 245 milhões.”

Em breve, o Governo vai expandir a área regada cerca de 50 mil hectares, de 120 para 170 mil hectares, um projeto que irá implicar um investimento de 220 milhões de euros e razão pela qual estes números foram agora divulgados.

Segundo o Público, “face à realidade do Alentejo antes da barragem (o primeiro bloco de rega entrou em funcionamento em 2002), o crescimento da área regada vai, num ano cruzeiro, aumentar o valor bruto de produção em 504%, ou seja, mais 458 milhões de euros; o VAB, valor acrescentado bruto (o valor da produção menos custos intermédios como fertilizantes, sementes ou mão-de-obra), cresce 945% (mais 343 milhões de euros); e o número de postos de trabalho exigidos pela agricultura intensiva do regadio implicará a criação de mais 10.147 postos de trabalho.”

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De resto, ficamos ainda a saber que a obra já custou 2,4 mil milhões de euros e que as receitas fiscais da fase de construção ascenderam a 680 milhões de euros, o que segundo José Pedro Salema, presidente da EDIA, “deu para pagar a contrapartida nacional para a obra, que foi principalmente financiada por fundos da União Europeia.”

Com a expansão da área regada agora aprovada pelo Governo, o valor bruto de produção crescerá 119 milhões de euros. Resta esperar que as negociações entre o Banco Europeu de Investimentos e a Comissão Europeia terminem para que os novos blocos de rega comecem a gerar receitas já em 2020.