“A China é um país gigantesco e por isso qualquer pequena intervenção sua no mercado internacional gera alterações nos preços e isso deve acontecer cada vez mais nos próximos anos”, disse Benoit Labouille, analista da Oferta e Procura Agrícola, uma consultora francesa para os profissionais do setor, avança a AFP.
Aquele país asiático já modificou o mercado de soja ao triplicar suas importações desde 2004 para alcançar 60% dos negócios mundiais. Até ao momento a China fez de tudo para não se converter num grande importador de cereais, “mas o seu modelo chegou ao limite”, dizem os especialistas
“Assistimos hoje a uma rutura do modelo chinês, como mostra claramente o recente acordo concluído com a Argentina”, disse Josephine Hicter, analista de matérias-primas da Oaks Fields Partners.
De acordo com analistas, a situação mudou devido ao aumento do consumo de carne pelos chineses, o que implica no aumento da produção de gado e no consequente aumento da necessidade de ração, que utiliza o milho e outros cereais.