A colheita das uvas de mesa Dona Uva arrancou esta semana com uma previsão de produção de cerca de três milhões de quilos, numa campanha que deverá prolongar-se até ao início de novembro e abastecer sobretudo as grandes superfícies comerciais do mercado nacional.
De acordo com o comunicado de imprensa, a marca que pertence à organização de produtores Frutalmente, antecipa uma campanha superior à do ano passado, beneficiando de boas condições para o desenvolvimento da cultura.
“As expectativas são boas. Estamos à espera de um ano de colheita normal, com produções ideais para a cultura”, afirma Mário Rodrigues, diretor executivo da Frutalmente.
Apesar da previsão positiva, o responsável sublinha que o contexto climático tem exigido maior acompanhamento técnico da cultura.
“Cada ano exige mais intervenções e mais cuidados. As condições tornaram-se mais imprevisíveis”, refere Mário Rodrigues, salientando que a gestão fitossanitária é cada vez mais exigente devido à instabilidade climática e à maior pressão de doenças.
Produção em três regiões
A área de produção da Dona Uva abrange cerca de 170 hectares, distribuídos pelas regiões do Ribatejo, Oeste e Alentejo.
A marca integra variedades com grainha e sem grainha, permitindo assegurar disponibilidade ao longo de vários meses. A Frutalmente indica ainda que 40% da produção é feita em sequeiro, sem recurso a abastecimento artificial de água. A seleção das uvas é realizada no campo.
Fundada em 2012 e reconhecida como Organização de Produtores em 2013, a Frutalmente é responsável pelas marcas Dona Uva, dedicada à uva de mesa, e Adoora, que abrange frutas como pêssegos, ameixas, nectarinas, figos, romãs e dióspiros.

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