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Biotecnologia

Florida avança com plantação de 300 mil árvores de citrinos resistentes ao ‘greening’

Florida avança com plantação de 300 mil árvores de citrinos resistentes ao greening iStock

A Florida, nos EUA, vai avançar com a plantação de mais de 300 mil árvores de citrinos editadas geneticamente em pomares comerciais, para avaliar a sua resposta ao huanglongbing, também conhecido como HLB ou “greening” dos citrinos.

A informação foi avançada pela Citrus Industry Magazine, que adianta que as árvores, editadas com recurso a CRISPR, já tinham apresentado resultados promissores em ensaios anteriores. O CRISPR é uma tecnologia de edição genética que permite alterar partes específicas do ADN de forma precisa.

 

Ainda segundo a publicação norte-americana especializada em citrinos, a doença é uma das mais graves a atingir as árvores de citrinos e o impacto na Florida tem sido acentuado.

Depois de uma produção quase recorde em 2003/2004, o setor entrou numa queda prolongada, marcada por furacões, doenças e pela redução da área de produção. Em 2002/2003, a Florida produziu cerca de 251 milhões de caixas de citrinos. Para 2025/2026, a estimativa desce para 13,9 milhões.

 

A passagem de árvores de citrinos editadas geneticamente dos ensaios para os pomares comerciais representa uma nova fase na resposta à doença. A intenção é perceber se as árvores conseguem manter, em condições reais de produção, o desempenho observado em testes anteriores.

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A Citrus Research and Field Trial Foundation, conhecida pela sigla CRAFT, é a entidade que coordena os ensaios em pomares comerciais na Florida. Os projetos decorrem nas principais regiões de produção de citrinos e os dados serão recolhidos durante seis a oito anos, para avaliar quais as soluções mais eficazes contra o HLB.

 

Desde 2019, o CRAFT canalizou mais de 85 milhões de dólares para apoiar produtores envolvidos nestes ensaios, avança a publicação.

A Universidade da Florida participa neste trabalho através de uma plataforma criada com a indústria para acelerar o desenvolvimento de novas plantas com recurso a edição genética, melhoramento de precisão e inteligência artificial (IA). O objetivo é identificar materiais mais tolerantes ao HLB e avaliá-los em conjunto com produtores.

 

Além da produção de árvores mais tolerantes, a biotecnologia também está a ser usada no diagnóstico da doença. O Serviço de Investigação Agrícola do Departamento de Agricultura dos EUA comunicou, em 2021, o desenvolvimento de um sistema baseado em CRISPR capaz de identificar a bactéria causadora do HLB com uma sensibilidade entre 100 e 1000 vezes superior à do método habitualmente utilizado.