Agricultura

Mais do que nunca é necessário praticar “Agricultura Con(s)ciência” 

Mais do que nunca é necessário praticar “Agricultura Con(s)ciência” 

“Agricultura Con(s)ciência” foi o mote lançado este ano, no âmbito da Ovibeja – entretanto cancelada e adiada para 2021 -, e que, segundo a ACOS – Associação de Agricultores do Sul, se impõe agora mais do que nunca.

Assim, a associação tem em preparação um conjunto de ações visando a partilha de conhecimento e a transferência de novas tecnologias para a produção, com recurso a várias ferramentas incluindo as tecnologias de informação e comunicação.

A ciência impõe-se como resposta objetiva e de salvaguarda da qualidade. O reforço do trabalho conjunto, onde se inclui a articulação da produção e escoamento dos produtos, seja de origem animal, seja de origem vegetal, é outro dos indicadores que importa trabalhar”, explicam em comunicado.

A ACOS tem trabalhado para responder às necessidades dos seus associados, nomeadamente, na instrução e submissão das candidaturas ao Pedido Único, que decorrem até 15 de junho.

Além dos serviços de apoio técnico, com procedimentos de segurança e articulação entre equipas, a loja dos produtos veterinários também está a funcionar, bem como os laboratórios, serviços de comercialização de ovinos e de bovinos e os serviços de sanidade animal, tosquia e lãs e ainda o SIRCA, serviço de recolha de animais mortos na exploração.

A agricultura não pode parar, mas, apesar de os agricultores continuarem a trabalhar, há produtos que não estão a ser escoados e os preços ao produtor estão a baixar. A ACOS apela, por isso, a medidas de apoio imediato para evitar a falência das empresas e o aumento do desemprego.

Devido a perturbações a curto ou médio prazo nos canais de comercialização, os circuitos de proximidade ganham maior expressão.

“O fator confiança aliado à qualidade, a preservação do ambiente, o desenvolvimento dos territórios rurais, a garantia da produção mínima que salvaguarde a soberania alimentar, a coesão territorial são alguns dos tópicos da nova realidade, que importa debater com seriedade”, destacam.

A ACOS pretende integrar a solução na defesa dos interesses dos seus associados, destacando que “a voz de quem está no terreno é fundamental para o traçado de novas políticas que se impõem, tanto nacionais, como na nova PAC” e que de “mãos dadas com a ciência” é necessário salvaguardar a produção de qualidade e estimular a saúde e vitalidade das empresas do sector primário nas zonas de interior.