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Agroquímicos

EPA diz que glifosato “não tem potencial cancerígeno”

A EPA (United States Environmental Protection Agency) publicou recentemente os resultados da sua avaliação oficial ao glifosato. De acordo com a Anipla, o relatório inclui a classificação do glifosato como “não tendo potencial cancerígeno para os seres humanos”.

Este parecer surge depois da EFSA – European Food Safety Authority e das autoridades reguladoras do Canadá, da Austrália e do Japão terem, também elas, indicado que o agroquímico não tem potencial cancerígeno para o ser humano.

O relatório publicado agora pela EPA menciona também as “falhas existentes” na avaliação efetuada pelo IARC – International Agency for Research on Cancer. Numa nota enviada às redações, a Anipla refere que se congratula “com os resultados dos inúmeros estudos efetuados em diversos cantos do mundo, cujos resultados confirmam o que indústria fitofarmacêutica defende desde o início do processo de avaliação desta substância ativa, que o glifosato não é cancerígeno e como tal, deverá ser reautorizado.”

Recentemente, o glifosato voltou a estar na agenda mediática portuguesa, depois de ter sido emitida uma reportagem na RTP que revelava os resultados de uma investigação da Plataforma Transgénicos Fora, que realizou análises à urina de 26 portugueses e que encontrou a presença de glifosato em valores superiores aos verificados nos restantes países europeus. De acordo com a investigação, estes resultados podem ser fruto da elevada utilização do glifosato nas autarquias portuguesas para combater as ervas na via pública.

Depois da emissão da reportagem, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, revelou em entrevista à RTP que o glifosato poderá vir a ser proibido nos centros urbanos em Portugal.

A decisão de proibição do glifosato será tomada no próximo dia 18 de maio, no Comité de Peritos da União Europeia. O Parlamento Europeu, por sua vez, já aprovou a utilização do agroquímico por um período de mais sete anos.