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Sustentabilidade

Francisco Avillez lança novo livro

A gestão adequada dos solos no setor agrícola é destacada como uma das peças centrais no caminho para a sustentabilidade ambiental no novo livro do professor Francisco Avillez, que se chama “A agricultura portuguesa: desafio para o futuro”. Esse trabalho foi apresentado, esta quinta-feira, na AgroGlobal, pela voz de Fernando Oliveira Batista.

O livro em causa está dividido em três partes – um enquadramento mais geral, reflexões sobre o setor agrícola português e a Política Agrícola Comum (PAC) – e chama a atenção para uma série de questões de peso, no caminho para a sustentabilidade ambiental, nomeadamente a neutralidade carbónica, a água e os solos. Além disso, “em todos os capítulos, há passos gerais [propostos] para se ir avançando rumo à solução”, explicou Fernando Oliveira Batista.

 

No que diz respeito ao solo, o novo trabalho do professor Francisco Avillez considera que a sua gestão adequada é central para tornar a agricultura mais “amiga do ambiente”. “O livro insiste com frequência que é na gestão adequada do solo que repousa não só o caminho para a sustentabilidade, mas também os progressos futuros da produção agrícola, florestal e pecuária”, revelou o responsável pela apresentação do trabalho em questão.

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Outro ponto defendido no livro é o “reforço da fileira do conhecimento”, especificamente a necessidade de passar de uma “escola” que assume a natureza como um dado adquirido, para uma outra que perceba que é preciso cuidar do meio ambiente. “Sem esta componente, daqui a 30 anos não avançaremos. Ou revertemos a relação da técnica com a natureza, ou passaremos a vida a imputar soluções desajustadas”, sublinhou Fernando Oliveira Batista.

Quanto às questões políticas e à PAC, o responsável pela apresentação do livro de Francisco Avillez frisou que hoje o país adotou um modelo exportador sem ter posto em prática, em paralelo, um modelo de incremento da produção, o que pode trazer consequências negativas à economia. Outro ponto destacado no livro a este respeito é a viabilidade das explorações agrícolas portuguesas, salientando-se que aquelas que são competitivas nos mercados tomam hoje para si uma parte significativa dos apoios. Isto quando “esses fundos poderiam servir para viabilizar” as demais e até “fortalecer a estrutura produtiva” nacional.

 

Tudo somado, o novo livro de Francisco Avillez indica, segundo Fernando Oliveira Batista, que é preciso perceber que os rendimentos da agricultura não podem ser autonomizados dos objetivos de sustentabilidade, nomeadamente a neutralidade carbónica, a gestão adequada dos solos, a defesa da biodiversidade e a água. Isto além de apelar, “de forma taxativa”, que é preciso alterar a política de pagamentos diretos, ou “ficará tudo na mesma”.