A Portugal Fresh vai investir 2,7 milhões de euros até 2027 num plano estratégico de promoção e internacionalização, o maior da história da associação em termos financeiros.
De acordo com o comunicado de imprensa, a iniciativa visa reforçar a presença do setor hortofrutícola português nos mercados externos e avançar com a criação de uma estrutura interprofissional.
Nos próximos dois anos, a associação prevê intensificar a sua atividade internacional, com participação em quatro feiras do setor — Fruit Attraction Madrid, Fruit Logistica Berlim, IPM Essen e Fruit Attraction São Paulo — nas edições de 2026 e 2027. Estão também previstas duas missões empresariais de prospeção nos Estados Unidos da América e no Chile.
Paralelamente, a estratégia inclui ações de prospeção e promoção em mercados considerados de elevado potencial económico, nomeadamente China, Emirados Árabes Unidos e Índia.
Segundo a nota de imprensa, um dos eixos do plano passa pela criação de uma estrutura interprofissional para o setor hortofrutícola. Até 2027, a Portugal Fresh pretende lançar as bases desta entidade, que deverá integrar os principais agentes da cadeia de abastecimento alimentar, desde a produção à distribuição, com o objetivo de reforçar a articulação e a representação da fileira.
Segundo Gonçalo Santos Andrade, presidente da Portugal Fresh, “com esta estratégia estamos a preparar a Portugal Fresh para o futuro, construindo bases sólidas para que o setor continue a crescer, através da consolidação de parcerias comerciais que maximizem o valor acrescentado dos nossos produtos”. O responsável sublinha ainda que “este plano é uma declaração de ambição para o setor e para o país”.
De acordo com os dados avançados, as exportações de frutas, legumes e flores cresceram 5% em 2025, atingindo 2,6 mil milhões de euros, o que representa um novo máximo anual. Em 16 anos, o valor das exportações triplicou, com o setor agroalimentar a representar já 13% das exportações nacionais de bens.
Sobre a criação da interprofissional, Gonçalo Santos Andrade considera tratar-se de “uma etapa crucial para aumentar a competitividade das nossas empresas”, acrescentando que permitirá que “toda a fileira fale a uma só voz, com mais força e mais coesão no mercado nacional e internacional”.
O plano estratégico da Portugal Fresh é cofinanciado pela União Europeia (UE), no âmbito dos programas Portugal 2030 e COMPETE 2030.

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