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Pecuária

A maior raça das 61 autóctones de Portugal é a de ovinos Serra da Estrela

Os ovinos Serra da Estrela são a maior raça autóctone portuguesa, em número. No total existem 20 341 desses ovinos.

A maior raça autóctone portuguesa, em número, é a de ovinos Serra da Estrela. No total existem 20 341 desses ovinos, segundo dados da DGAV e da CAP. Portugal tem 61 raças autóctones, entre ovinos, bovinos, caprinos, suínos, galináceos, equídeos e canídeos, informa o jornal Publico.

“Além das raças autóctones das espécies pecuárias – 15 raças de bovinos, 16 de ovinos, seis de caprinos, três de suínos, seis de equídeos e quatro de galináceos, incluem-se também onze raças de canídeos portugueses, por serem intrinsecamente ligados ao mundo rural e às atividades agro-pecuária e cinegética e fazerem parte deste valiosíssimo património genético nacional, que urge salvaguardar e dar a conhecer”, lê-se numa nota conjunta da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), enviada à Lusa.

Raças em destaque por categoria

Estes números fazem parte do Catálogo das Raças Autóctones, um inventário que tem por objetivo “divulgar, promover e valorizar” os animais.

Entre os ovinos destacam-se os Serra da Estrela. Já entre os bovinos destaca-se a raça alentejana com 8562 animais puros.  Dentro do grupo dos caprinos, o maior número de animais encontra-se entre a raça Serrana com 13 771.

Nos suínos, o maior número de animais verifica-se na categoria Alentejana (5025). Enquanto nos equídeos, a raça Lusitana totaliza 9562 cavalos.

Na categoria dos galináceos, destaca-se a pedrês portuguesa com 6223 animais. Já no que concerne aos canídeos, o número de exemplares não é contabilizado.

Comentário da CAP e da DGAV

“Este catálogo é um instrumento importante de divulgação das raças nacionais”, considerou, citado no mesmo documento, o presidente da CAP, Eduardo Oliveira e Sousa, acrescentando que “manter e proteger” estas raças é uma forma de “participar na continuação da história e respeitar o passado que é nosso”.

Por sua vez, a diretora geral da DGAV, Susana Guedes Pombo, afirmou que este catálogo é “um elemento fundamental para a sistematização e divulgação das nossas raças” e que as divulgando se está “a contribuir para a sua conservação”.