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Pecuária

Produtores pecuários pedem mais apoios por parte do Governo 

A Fenapecuária pede um maior apoio por parte do Ministério da Agricultura, face à crise que o setor pecuário atualmente enfrenta.

A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Pecuários (Fenapecuária) pede um maior apoio por parte do Ministério da Agricultura, face à crise que o setor pecuário atualmente enfrenta.

Em comunicado, a Fenapecuária nota que “é notório que existe um afastamento e até desinteresse da realidade agrícola por parte de alguns partidos políticos, mas este facto não pode ser impeditivo de todos aqueles que fazem parte do setor trabalharem na sua defesa e promoção, com vista a aumentar o grau de autoaprovisionamento”.

 

Dessa maneira, a federação pede ao Ministério da Agricultura que encontre “uma solução urgente para desbloquear rapidamente a entropia do sistema”, face ao que “ultimamente tem acontecido, nomeadamente, com a alteração de regras a meio dos projetos de investimento do Programa de Desenvolvimento Rural – PDR relativamente à posse do parcelário agrícola”.

“Não pode ser o agricultor a ser penalizado, quando foi o único que cumpriu as regras”, defende a Fenapecuária.

 

Medidas propostas pela Fenapecuária

Na visão dos produtos pecuários, a proposta do Ministério da Agricultura de uma ajuda associada para os cereais deveria de ser de âmbito nacional e contemplar o milho de silagem. A proposta atual é de um apoio que varia entre os 100 a 280 euros por hectare, mas somente aplicável ao milho para grão e comercializado através de uma Organização de Produtores (OP).

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“Sendo o milho um cereal essencial na alimentação animal, e considerando que devemos reduzir a nossa dependência do exterior, como aliás é o pressuposto da medida, não encontramos razões para que o “milho para silagem” não seja contemplado nessa futura ajuda. Não percebemos e não iremos aceitar que se desenhe uma medida de apoio a uma cultura como o milho, quando deixa de fora a principal região produtora de milho do país. Esta medida, a ser executada com os pressupostos que se conhecem, será sempre encarada como um ataque a uma região, que não será tolerável”, explica a Fenapecuária.

Os produtores defendem ainda a criação de uma “legislação que traga mais equidade e transparência em todos os elos da fileira agroalimentar”, face à escalada dos custos dos fatores de produção.

“O calendário agrícola é exigente e, nesta fase, obriga a muito investimento em energia. Os custos fixos associados à energia (gasóleo e eletricidade) têm que ser revistos em baixa urgentemente. É impossível para um empresário agrícola competir, por exemplo, no mercado ibérico, quando os custos de contexto associados são tão diferentes, prejudicando o setor nacional como um todo”, considera a Federação.

Por último, na visão da Fenapecuária, o “Estado deve, através dos Cadernos de Encargos das cantinas públicas, fomentar a aquisição da produção nacional e local”.

“A Agricultura portuguesa não pode ser posta em causa e muito menos desmantelada para aproveitamento político e oportunismo partidário, fundado em ideologias demagógicas contra o mundo rural, contra o setor agropecuário e, consequentemente, contra a economia nacional”, denuncia a Fenapecuária.